“Missão da NASA provoca mudança notável na trajetória de asteroide em órbita solar”

A NASA confirmou que a colisão controlada realizada pela missão DART foi capaz de modificar, de forma mensurável, a trajetória de um asteroide ao redor do Sol. O experimento representa o primeiro caso em que um objeto construído pelo ser humano alterou a órbita heliosférica de um corpo celeste detectavelmente, abrindo caminho para métodos de defesa planetária.

O impacto ocorreu em 2022, quando a espaçonave DART (Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo) foi deliberadamente lançada contra Dimorphos, pequeno asteroide que orbita o maior Didymos. Na sequência do choque, os pesquisadores registraram uma redução no tempo que Dimorphos leva para completar uma volta em torno de Didymos, evidência de mudança orbital imediata dentro do sistema binário.

Medida da alteração e confirmação

Um estudo publicado na sexta-feira (6) na revista Science Advances revelou que, além da mudança dentro do sistema Didymos–Dimorphos, houve também uma alteração muito pequena na trajetória conjunta dos asteroides ao redor do Sol. Segundo os autores, trata-se da primeira ocasião em que uma ação humana produziu uma modificação mensurável no movimento orbital de um objeto em sua órbita solar.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram 22 ocultações estelares envolvendo o sistema de Didymos. O método de ocultação estelar consiste em medir o breve apagamento de uma estrela quando um objeto passa à sua frente; esse registro permite calcular com precisão a posição e velocidade do corpo que bloqueia a luz.

Os dados das ocultações, somados a anos de observações adicionais, possibilitaram determinar a órbita solar do sistema com alta precisão. Os cálculos indicaram que a mudança no período orbital foi de apenas 0,15 segundo. Embora pequena, essa variação demonstra que ajustes sutis na trajetória de um asteroide podem se amplificar ao longo do tempo.

Imagem: Jbruiz – Shutterstock

Imagens obtidas pela DART também documentaram o momento do impacto: a última foto completa de Dimorphos foi registrada a cerca de 12 km de distância, dois segundos antes da colisão, e outra imagem, capturada 8,55 segundos antes do impacto, mostra detalhes da superfície e das rochas que cobrem o corpo.

Os responsáveis pelo estudo afirmam que a observação comprova a viabilidade do impacto cinético como técnica para, no futuro, desviar rochas espaciais identificadas com antecedência e que representem risco de colisão com a Terra.

Com informações de Olhardigital

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