Novo ataque de escorpião no Guará deixa mais uma pessoa ferida

Após uma década da trágica morte de uma criança picada por um escorpião na QE 19 do Guará II, um novo incidente envolvendo o mesmo tipo de animal ocorreu na QE 40. Na segunda-feira, 25 de maio, um menino foi picado, mas felizmente recebeu atendimento a tempo e não corre risco de vida. Segundo Jefferson Passos, pai da criança, o incidente aconteceu por volta das 12h30, quando o garoto encostou em uma parede para conversar com um amigo e começou a chorar imediatamente. A família acionou tanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) quanto o Corpo de Bombeiros Militar, mas Jefferson relatou que houve demora no socorro. “Levaram cerca de 30 minutos para chegar ao local,” disse ele.
Quando a família chegou ao hospital, foi informada de que o soro antiescorpiônico não estava disponível na unidade e precisaria ser retirado em outro local. Jefferson afirmou ainda que a lentidão no atendimento e na administração do medicamento agravou temporariamente a saúde do menino.
Esse episódio ocorreu logo após outro incidente similar no Distrito Federal. No domingo, dia 24 de maio, uma criança foi transportada de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros após ser picada em São Sebastião. Inicialmente, a vítima foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas devido à gravidade da situação, foi necessário transferi-la para um hospital com melhores condições de atendimento.

Aumento nas ocorrências gera preocupação
As autoridades de saúde do Distrito Federal estão alarmadas com o aumento dos acidentes envolvendo escorpiões. Dados recentes da Secretaria de Saúde mostram um crescimento significativo nos casos registrados nos últimos anos, especialmente durante períodos quentes ou secos, que favorecem a proliferação desses animais.
Para combater esse problema, as equipes da Vigilância Ambiental intensificaram as inspeções em áreas com alta incidência de ocorrências e têm orientado os moradores sobre práticas preventivas. As recomendações incluem vedar frestas e conduítes elétricos, instalar telas em ralos e eliminar entulhos, além de controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões.
Conforme especialistas da Vigilância Ambiental, a espécie mais comum encontrada na região Centro-Oeste é o escorpião amarelo, que também é considerado o mais perigoso, principalmente para crianças e idosos.

 

Tragédia em 2013: criança falecida após picada em creche

Em 2013, um menino de apenas 1 ano e 5 meses perdeu a vida após ser picado por um escorpião em uma creche localizada na QE 19 do Guará II. Após o acidente, ele foi levado ao Hospital Regional do Guará e posteriormente transferido por helicóptero para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, no Lago Sul. Tragicamente, durante a noite ele desenvolveu complicações cardíacas e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Uma vistoria realizada pelos técnicos encontrou dois escorpiões amarelos em uma caixa de esgoto próxima à creche. Apesar desse triste evento, a Vigilância Ambiental informou que a instituição estava cumprindo as normas de segurança estabelecidas pelo órgão. Moradores da região relataram também frequentes avistamentos desses animais saindo das tubulações.
Em decorrência dessa situação lamentável, em 2017 a Justiça do Distrito Federal condenou o Governo do Distrito Federal ao pagamento de R$ 300 mil aos pais da criança como reparação por danos morais.

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